Voltar pro blog
ProdutoEngenharia

W4M4Y2026

Semana 4 de abril: ingresso que virou combo, conta de pedidos com reembolso self-service, e cada ticket contando a própria história de onde veio.

V
Vinicius Blazius Goulart · CTO & Co-Founder
5 min de leitura

Tem semana que o produto ganha cara nova. Essa aqui ganhou memória. A gente parou pra garantir que cada ingresso, cada pedido e cada cupom soubessem contar a própria história — de onde vieram, por quanto foram vendidos, e pra quem.

Quem comprou agora tem uma conta de pedidos de verdade. Quem vende ganhou um ingresso que pode ser combo. E o cupom, que antes sumia depois da venda, agora deixa rastro do início ao fim.

O ingresso virou combo

Até semana passada, um ingresso era uma coisa só: você comprava, recebia e pronto. Agora ele pode ser um combo configurável.

Na prática, o produtor monta o ingresso com opções dentro: tamanho de camiseta, drink incluso, localização da mesa, nível de acesso. E o comprador escolhe tudo de uma vez, sem aquele processo de pagar um ingresso e depois preencher um formulário separado que ninguém completa.

O que muda pra cada lado:

  • Pro público: o que você escolheu fica salvo junto do ingresso. Camiseta M, cadeira do lado direito, combo com drink — tudo junto, desde o QR code.
  • Pro produtor: o estoque de cada variação agora conta certo. Se tem 50 camisetas M, o sistema reserva, segura no carrinho, confirma na venda, e nunca vende a 51ª. Acabou a planilha paralela.

Parece simples. Mas é a diferença entre vender ingresso e vender experiência. Ninguém mais compra só o acesso — compra a noite inteira já configurada.

Conta de pedidos: o comprador virou dono do próprio histórico

Esse aqui é daqueles que a gente lança meio sem alarde e muda a relação do público com a plataforma.

Agora, dentro do app, todo mundo que já comprou um ingresso tem uma área própria de pedidos. Não é uma tela escondida de suporte — é uma conta.

O que cabe dentro dela:

  • Lista completa de pedidos, com filtro por tipo e status.
  • Detalhe de cada pedido: o que foi comprado, por quanto, quando, e os ingressos que nasceram daquela compra.
  • Reembolso direto pelo app. Sem fila de atendimento, sem formulário, sem "manda um email pro suporte". O botão tá lá, o usuário clica, o fluxo roda.

Dar ao comprador o controle do próprio histórico é o tipo de decisão invisível pro marketing, mas central pra sensação de que o produto é uma plataforma séria, não uma caixa-preta que cospe QR code e desaparece.

Cada ticket agora sabe de onde veio

Imagina que o produtor distribui um cupom pra um influenciador. Na ponta do mês, ele precisa saber: quantos ingressos vieram dali? Quais? Pra quem?

Até agora, isso era quase impossível sem planilha manual. A partir dessa semana, todo ingresso carrega de qual cupom ele nasceu — e essa informação aparece limpa no console do produtor.

O produtor abre a listagem, escolhe o cupom, e vê exatamente:

  • Quantos ingressos foram vendidos por ali.
  • Quem comprou cada um.
  • Qual tier, qual valor, qual sessão.

Campanha que antes era estimativa agora é dado. A atribuição de performance de marketing parou de ser achismo e virou auditoria. Pra produtor que trabalha com rede de afiliados, embaixadores ou curadores, isso destrava um nível inteiro de decisão.

Plano de produtor: assinatura que nasce sozinha

O fluxo de planos do produtor (aquele modelo de assinatura recorrente) ganhou geração automática completa. Quando alguém contrata um plano, a assinatura é criada, o acesso é liberado e o histórico é registrado — sem nenhuma intervenção manual, sem fila, sem risco de contratar e ficar esperando.

Pro produtor que vende clube de benefícios, recorrência de eventos ou acesso continuado, é o fim do "comprei mas ainda não chegou."

Datas de evento, finalmente do jeito que evento é

Evento do mundo real não cabe numa única data. Tem festa que vira a noite e termina no dia seguinte. Tem festival de três dias com sessões diferentes. Tem show com matinê e noturno.

A gente reescreveu por dentro como datas e sessões são tratadas — do console do produtor até a página pública do evento. O que o produtor vê na hora de cadastrar agora bate exatamente com o que o público enxerga na hora de comprar. Parece óbvio; na prática, é onde quase toda plataforma de ingresso falha em silêncio.

As pequenas vitórias da semana

Nem toda entrega precisa de manchete. Algumas só precisam funcionar:

  • Home do produtor com o próximo evento no topo — antes aparecia o mais antigo primeiro. Pequeno detalhe, economia diária de segundos pra quem usa todo dia.
  • App de validação com deps atualizadas — menos crash em Android, mais compatibilidade com celulares antigos. Pra quem valida ingresso na porta, é estabilidade.
  • Carrinho mais ajustado — alguns cantos escuros do fluxo ficaram mais previsíveis.
  • Reversão transparente do 3D Secure condicional — aquela camada nova de anti-fraude que entrou semana passada foi temporariamente desligada. Estava disparando em cenário legítimo demais e machucando conversão. Preferimos reverter do que deixar produtor perdendo venda por ego de código. Volta quando a heurística estiver mais calibrada.

A semana em uma frase

Ingresso virou combo, comprador virou dono do próprio histórico, cupom virou rastro, assinatura virou automática, data virou honesta.

Nada disso vai virar post de lançamento glamouroso. Vai virar a sensação, mês que vem, de que a plataforma simplesmente funciona — quando o produtor precisa medir, quando o comprador precisa se achar, quando o estoque precisa bater.

A experiência começa antes do evento. Mas antes da experiência, tem o produto que não pode deixar a bola cair.